quinta-feira, 11 de junho de 2026

É tempo de Copa do Mundo


É, minha gente... A copa do mundo de 2026 começou hoje. E, infelizmente, repleta (também) de más notícias por parte de uma das sedes, acreditando que o maior evento esportivo do mundo deva se submeter ou ser marionete daquela dita nação outrora "a mais poderosa do mundo". Mas não quero falar disso e sim do futebol, que é o que realmente interessa durante os meses de junho e julho. México, EUA e Canadá se dividem entre os anfitriões e é visível, logo de cara, nesses primeiros dias, quem realmente parece o mais animado dos três. Eles realizaram essa mesma festa em 1970 e 1986 e mostraram porque suas edições estão entre as mais animadas da história. 

Nossa seleção? Confesso que poderia pular este parágrafo, mas decidi mantê-lo. Nossa geração não é, nem de longe, boa. Fora uma ou duas surpresas aleatórias que podem surpreender, não descarto uma eliminação antes da final. Mas aguardemos. Em 1994 (também nos EUA) eu também não botava fé - e olha que tinha Romário e Bebeto no ataque - e deu no que deu. De certo mesmo é que houve muita polêmica (envolvendo a escalação de um certo atacante que não mostra a que veio a mais de 2 anos, e mesmo assim permanece o queridinho de um grande contingente) e também espetacularização e midiatismo em demasia na escolha de nosso escrete. 

Favoritas desse ano? Eu poderia jogar minhas fichas em França, Espanha, na atual campeã - a Argentina, com Messi -, muita gente falando de Portugal e Cristiano Ronaldo (que eu não vejo com essa força toda!), mas... Depois que Camarões venceu da Argentina no jogo de estreia em 1990 e Senegal calou a torcida francesa em 2002 eu acredito em qualquer coisa fora do óbvio. Embora o óbvio, nessa competição, em 90% dos casos sempre vença. Portanto, não sei o que esperar. Mesmo. 

Tenho uma relação quase doentia com zebras em Copas do mundo. Adoro ver o que vi ano passado com a seleção do Marrocos (e esse ano eles são o nosso jogo de estreia, logo...). E há também aquelas seleções por quem nutro grande simpatia, embora sempre saiba que perto da final elas voltarão para casa. São os casos de Holanda, Croácia, Inglaterra. Enfim... Eu sou um torcedor fora da bolha. Estou sempre na expectativa de que o inusitado aconteça. 

Infelizmente, é preciso também dizer isso, o mundo - pelo que está passando nesse exato momento - não deveria estar promovendo eventos como esse. Não vejo a realidade cotidiana nesse século XXI, repleta de terroristas e extremismos, como aberta à festividades e celebrações de qualquer tipo. E o fato (como já citei no primeiro parágrafo) de uma das sedes ter se tornado um grande problema nesse mundial, por conta de seu presidente déspota e sua eterna mentalidade de se achar insubstituível ou "dono do mundo", contribui ainda mais para esse sentimento de niilismo que se apossou de mim este ano. 

Sim, não estou em clima de Copa nem muito interessado em torcer, mas fiz questão de escrever esse post para deixar claro o quanto essa festa (sim, o show business se apossou dessa competição e faz tempo), ocorrida de quatro em quatro anos, diz muito sobre os "interesses" que povoam a humanidade e os chamados agentes do poder. A diferença em relação às edições anteriores? Não me parece - mesmo! - que há muita empolgação com o torneio esse ano, a começar pelos habitantes dos países sedes (excetuando, é claro, México).

Novos tempos? Descaracterização? O mundo passou a dar valor a outros temas, questões, eventos? O esporte virou reles negócio lucrativo? Eu poderia ficar aqui escrevendo o dia inteiro e não conseguiria chegar à uma conclusão realmente válida. Então, como diria o vilão Jigsaw do filme Jogos Mortais: que comecem os jogos! E que vença quem estiver destinado a vencer. 


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