segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Nostalgia musical plena


A primeira quinzena de janeiro se vai e as homenagens e novidades culturais continuam surgindo mais cedo do que eu imaginava, ainda mais num país onde praticamente tudo só começa em tese depois do carnaval. Descubro que o álbum Invisible touch, da banda Genesis, está comemorando 40 anos de existência em 2026. Amo Genesis com todas as minhas forças e ele teve um papel fundamental na minha adolescência.

Lembrar de Peter Gabriel, Phil Collins e companhia me faz lembrar de uma época que era pura - e plena - nostalgia. E o mais triste: uma época que, infelizmente, não volta mais, graças a uma civilização cada vez mais burra, egoísta e inconveniente (principalmente no que se refere à opinião alheia) que sequer sabe reconhecer o que de melhor surgiu na cultura pop antes deles, imediatistas, virem ao mundo. 

Invisible touch é repleto de momentos memoráveis, únicos, desses que você ouve (e ouve, e ouve novamente) até o antigo vinil quase arranhar depois de tantas repetições nada desnecessárias. É como passear em meio a um mundo mágico, paralelo, quase um shangri-lá - para pegar de empréstimo uma expressão do escritor James Hilton - e se dar conta de que você, ouvinte, está anos-luz do que chamamos hoje de realidade. 

Seja pela faixa título, que chegou a ser - por um bom tempo - o ringtone do meu celular, seja por "In too deep", "Throwing it all away" (meu momento mágico especial do disco) ou "Land of confusion", a banda entrega magia em doses cavalares, algo que o atual cenário da música pop não é capaz de entender, pelo menos na maior parte do tempo. 

Já disse em outras postagens nesse blog uma frase que sempre me acompanha quando escrevo sobre mercado fonográfico: existem músicas e músicas. Existem aquelas que são tão insignificantes do ponto de vista da qualidade, que sobram apenas como fenômeno de vendas e status (e muitas delas atingem seu tão sonhado celebritismo, embora continuem não me dizendo nada). E existem outras que são atemporais, mesmo que definidoras básicas de uma época, de uma forma de pensar. 

Invisible touch, do Genesis, com certeza faz parte desse segundo grupo. E é por demais melancólico ver o estado de saúde no qual o Phil Collins, um de seus membros, se encontra nos últimos anos. Ele era gigante! Ouçam também seus discos solo, suas trilhas sonoras para animações da Disney. Nada disso seria possível não houvesse o Genesis surgido (e virado tudo de ponta a cabeça) antes. 

Faltou dizer algo? Como sempre, faltou mandar os leitores desavisados, não conhecedores do grupo (se é que isso é possível em pleno século XXI) ouvirem essa pequena joia. P.S: procurem no Google a história por trás da canção "The Brazilian". Só a pesquisa já vale a menção a este trabalho aqui nesse breve texto. No mais, Genesis eterno. 

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