domingo, 12 de julho de 2026

Eles estão mais rock do que nunca!


Por mais que o gênero não esteja mais tão presente nas rádios como em outros tempos, nunca duvide do rock n' roll. E principalmente: nunca - sob hipótese alguma - duvide dos Rolling Stones. Não é à toa que eles são a maior banda de rock em atividade. Prova disso é o seu novo álbum, Foreign Tongues (O vigésimo quinto de estúdio e segundo nessa última década, ao lado de Hackney Diadmonds), que traz de volta o espírito do ex-quarteto, agora um trio, após o falecimento do baterista Charlie Watts. 

Vou mais além: desde Voodoo Lounge - cuja turnê passou aqui pelo Brasil, inclusive - eu não saía tão empolgado de uma audição dos Stones. Eles reencontraram a velha fórmula, a acidez sonora necessária e souberam procurar parceiros musicais também interessantíssimos e pra lá de afinados.

Aqui, é possível ouvir um pouco do eterno Beatle Paul McCartney (no baixo), de Robert Smith (vocalista do The Cure), de Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers) e até do astro pop Bruno Mars (que toca uma campana em "Never wanna lose you"). Isso sem contar o cover cereja do bolo de "You know I'm no good", de Amy Winehouse, do extraordinário álbum Back to Black.  

Há tanto do que gostar nessa nova empreitada do grupo que eu chego a ficar perdido. Da provocação à Elon Musk em 'Mr. Charm' à excelente "Rough and Twisted" abrindo os trabalhos com todo o suingue que é o que lhes consagrou após tantas décadas. De "Jealous Lover" (e um falsete que parecia impossível, se pararmos para pensar que Mick Jagger já chegou aos 82 anos, mesmo sem perder o rebolado) à "In the stars", "divine intervention" e a melódica "Covered in you". 

E o álbum ainda nos presenteia com uma versão crua de "Beautiful Delilah", do indefectível - e indispensável - Chuck Berry, que remete aos mais puro sentimento de nostalgia, nos fazendo lembrar daqueles jovens britânicos viciados em rebeldia e guitarras distorcidas. E paro por aqui (é lógico), pois quero que os leitores desse mísero post ouçam o trabalho de cabo a rabo, de preferência mais de uma vez. 

O maior legado de Foreign Tongues, certamente, é o dos ouvintes se reencontrarem com a banda (o que, no meu caso particular, é algo que eu já almejava há quase duas décadas, pois vinha achando seus últimos álbuns bem a quem do que os caras são capazes de fazer). E mais do que isso: é a prova viva de que, não importa a idade dos integrantes, nunca é tarde para calar a boca dos críticos e haters e provar por a mais b que você ainda pode ocupar o lugar mais alto do show business. 

Agora resta esperar que a nova turnê venha (e na boa... certamente virá, eles são incansáveis, workaholics). Aguardemos, ansiosos, as apresentações ao vivo, que são sempre um capítulo à parte na carreira da banda. Resultado final dessa experiência sonora e musical: sim, eles estão mais rock do que nunca. Se permitam ouvi-los ainda mais uma vez!


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