quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Arlequina salvou o natal


Nos últimos anos tenho achado o natal e tudo o que versa sobre ele cada vez mais cansativo (além do fato de que nunca mais é a mesma coisa depois que nossos pais faleceram). Fico quase que na expectativa da chegada da meia-noite para terminar mais um dia e ir dormir. Contudo, Lady Gaga esse ano me ofereceu um presente de última hora: o show Harlequin live: one night only, transmitido gratuitamente no youtube.

A personagem que dá título ao show é a mesma que ela interpretou no filme Joker: folie à deux, no qual dividiu tela com o ator Joaquin Phoenix. Logo, trata-se de um projeto musical paralelo ao longa-metragem. E, diga-se de passagem, muito melhor do que o próprio filme.

Com um banda afiadíssima, que se alterna entre o jazz e o rock, Lady Gaga entrega tudo e mais um pouco em pouco mais de quarenta minutos de apresentação frenética.

Há, no setlist, inúmeros clássicos da música americana, como "When the saints" (que eu adorava cantar em casa na época em que estudava inglês no CCAA), "That’s entertainment" (que eu sempre associo aos musicais da Broadway e a era de ouro de hollywood, com Fred Astaire e Gene Kelly), "I got a world on a String" (eternizada pelo amigo Tony Bennett, que aparece em vídeo, como forma de homenagem), "That's life" (que Frank Sinatra tornou eterna no imaginário do povo americano) e "Close to you", além - é claro - de boas novidades, como "Happy mistake".

E olha que ainda teve "Smile", canção definitiva de Charles Chaplin, que cai como uma luva em qualquer bom repertório que se preze, ainda mais se tratando de um repleto de hits clássicos.

Não quero falar mais do que o necessário, pois a apresentação ainda se encontra disponível no canal oficial da cantora no you tube (para quem ainda não teve o prazer de assistir). Logo, fica aqui a minha recomendação: a cantora está radiante e o conceito do show - dividido em 4 atos - como um todo, é sublime. Gaga canta, dança, grita, explode em fúria, apaixona, atiça o público. Não à toa é das artistas mais relevantes do atual cenário pop.

E fica aqui até um breve comentário extra de minha parte: ela deveria investir mais nesse lado da sua carreira. Desde que ela lançou, em 2014, ao lado de Bennett, o álbum Cheek to cheek, eu venho prestando atenção nessa faceta jazz band dela (que é ótima) e que tem chamado mais a minha atenção do que a sua própria carreira comercial. Que ela se arrisque mais em caminhos inusitados como este. Certamente, a parte do público dela do qual faço parte agradecerá.

Agora vão lá no you tube conhecer essa grata surpresa que fez eu ainda acreditar em festas de fim de ano!

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